Um pouco de Bela Gil

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Não costumo muito postar aqui algo que não sejam as receitas, mas na terça-feira, 23, fui assistir uma palestra com a Bela Gil a convite dos Mercadinhos São Luiz. Não sei se todos vocês estão familiarizados com a Bela, mas ela tem um programa de culinária natural no gnt e pratica uma linha de nutrição que visa qualidade de vida. O texto deveria ter saído na quarta, mas a vida real e as demandas da vida de professora/doutoranda urgiram e só hoje estou conseguindo postar.

Se eu tivesse de dizer um tema geral para a palestra, diria que foi o ato de se alimentar e a sustentabilidade. Que isso quer dizer? Alimentação vista não só como a comida que você põe na boca, mas também como toda a cadeia produtiva que envolve o alimento que chega na nossa mesa, o descarte dos resíduos e o bem que aquele alimento pode proporcionar.

Organizei a fala dela em alguns tópicos para ficar melhor:

1. O primeiro ponto sobre o qual ela falou foi do conceito de alimentação holística que guia o trabalho dela na cozinha e a sua prática como health coach: alimentação tem que ser algo integrado entre o produtor, quem consome e o impacto da alimentação no meio ambiente.

2. O tópico seguinte, com isso, foi consumo sustentável e pensar naquilo que a gente come não somente pelo sabor, mas pela qualidade do alimento, se ele foi produzido sem exaurir a terra, sem maus-tratos com os animais, sem usar agrotóxicos.

3. Ela também falou sobre o consumo exagerado de açúcar e produtos açucarados nos dias atuais. Hoje em dia comemos muito mais carboidratos do que nossos avós, além dos doces e do fato de que muito do que comemos é modificado pela indústria para nos fazer dependentes. Inclusive condenou o consumo exagerado de bebidas açucaradas, como refrigerantes e sucos, mesmo que naturais. Isso se deve ao fato de que, quando fazemos o suco, deixamos de lado as fibras das frutas. Daí ingerimos apenas o líquido extremamente rico em frutose (açúcar da fruta), que é digerido exclusivamente no nosso fígado. Isso pode causar picos de insulina, que é o nível de açúcar no sangue. Além disso, pode levar ao acúmulo de gordura no fígado.

4. Outro ponto sobre o qual ela falou foi das alergias e intolerâncias a vários alimentos, como o glúten e a lactose. Segundo ela, isso tem acontecido com mais frequência pelo consumo exagerado de alimentos e produtos alimentícios cheios de glúten. Exemplificou isso com o cardápio típico do brasileiro, que come pão de manhã, almoça macarrão, como biscoito de lanche e janta sanduíche. Esse tipo de alimentação satura o sistema digestivo e prejudica a saúde, o melhor é reduzir o consumo desses produtos de uma maneira geral.

5. Bela também levantou a bandeira do #comidadeverdade, que devemos voltar a priorizar a comida natural, caseira, feita por nós mesmos. ❤ Isso garante uma alimentação mais saudável e consciente. É o que sempre digo aqui no blog: fazer a própria comida é um ato de cuidado consigo mesmo 🙂

6. Ela falou, ainda, do consumo exagerado de proteínas animais e que, na maioria das vezes, não nos perguntamos como esse animal foi criado, qual o tratamento para ele e a qualidade da cadeia produtiva da carne até chegar às nossas mesas.

7. Ela falou um pouco sobre aquisição de bons hábitos alimentares desde a infância. Apresentou o exemplo da filha dela que, quando pequena, não teve contato com sabores adocicados. Quando a criança tem contato muito cedo com frutas e doces, ela fica bem mais suscetível a rejeitar alimentos saudáveis como folhosos, vegetais, carnes. Assim, a melhor forma de ampliar o paladar das crianças e a aceitação de uma maior variedade de alimentos é evitar ofertar alimentos doces, ofertando opções mais saudáveis.

8. Dentro do tópico sobre comida de verdade, a Bela falou ainda que comer manteiga é melhor que comer margarina e outras gorduras vegetais hidrogenadas. Que comida boa é a comida natural, cuja procedência ou modo de produção você conhece. Ninguém sabe ao certo como a margarina é feita, não é verdade? Mas manteiga você pode, inclusive, fazer em casa batendo creme de leite fresco e sal 🙂

9. Gorduras boas, como a da manteiga, do azeite, do óleo de coco e da ghee, fazem bem ao organismo e se consumidas de maneira adequada são aliadas da saúde.

10. Para finalizar, a Bela disse que na sua prática tem tentado usar o alimento como maneira de curar o corpo. Quando bem alimentado e nutrido, o organismo encontra um equilíbrio e tem suas defesas melhoradas.

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E foi isso! Espero que os tópicos que eu anotei sejam úteis para vocês e que ajudem na construção de uma vida mais gostosa =)

fotos: Mercadinhos São Luiz

Qual o bolo mais doce do que o bolo de batata doce? É o bolo de batata doce cremoso com coco :D

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Ontem o dia aqui em casa começou bem mais cedo do que eu gostaria para um sábado. Na noite anterior, tinha prometido à minha mãe fazer um bolo gostoso para que ela levasse de sobremesa numa viagem da igreja. Como o pedido do bolo chegou de última hora, fiquei matutando com os ingredientes que tinha em casa para fazer algo gostoso e possível.

Às 7h00 da madrugada do sábado, lá estava eu fazendo a preparação da massa de um bolo de batata com coco. A ideia do bolo era servi-lo de sobremesa no almoço das moças. Foi aí que pensei em juntar batata doce, coco, um pouco de farinha de castanha… Assim, só pra ficar ruim. E fiquei com a musiquinha do “qual o doce mais doce que o doce de batata doce?” na cabeça pelo resto do dia! 🙂 #valeuxuxa

O bom da batata doce, assim como a cenoura, é que ela é naturalmente doce, então você precisa usar muito menos açúcar/adoçante nas receitas. E isso é ótimo, já que atualmente a gente consome muiiiito mais açúcar do que deveria. Seja pelo excesso de carboidrato dos pratos, seja mesmo nas receitas de doces. Outro dia olhando um blog de receitas, tinha um bolo simples de banana (que já é bem doce), que pedia por 4 xícaras de açúcar!!! Fiquei pensando em como a pessoa suportava o sabor tão doce daquele jeito…

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Para as receitas que faço aqui no blog, costumo avaliar o sabor de cada alimento para medir os ingredientes, porque muitas vezes o excesso de sal ou açúcar mascara o sabor real das coisas e satura nosso paladar. Então, a ideia é sempre trazer à tona os sabores. Outra coisa que tenho buscado, é usar menos ingredientes processados. Sempre que possível, por exemplo, uso mel nas receitas. Ele é super doce e é natural, sem aditivos químicos, então é uma boa opção. Mesmo quando uso adoçante culinário, como foi o caso desse bolo, procuro colocar uma porção moderada.

Pra quem tem dúvida sobre qual adoçante usar, boas opções naturais são o mel de abelhas, o melaço de cana, o xarope de bordo puro (maple syrup), a stevia e o açúcar de coco. Dos artificiais, eu uso sucralose e erythritol (que compro dos EUA pela internet, não sei onde vende por aqui). Importante ver se o adoçante usado pode ser submetido a altas temperaturas, ok?

Eventualmente, uso ainda frutas secas para adoçar receitas ou fazer caldas. A tâmara seca, por exemplo, é super doce, se você deixar de molho em um pouco de água, ela solta bastante caldo, que fica perfeito prum pudim 🙂 #vaigordinha Para quem come açúcar de cana, opções menos ruins são o açúcar demerara e o açúcar mascavo, que não passam por um processo de refino tão grande.

Para saber qual o melhor para você, é interessante conversar com um profissional de nutrição e também sentir a resposta do seu corpo. Eu, por exemplo, tenho preferido usar mel e sucralose nas coisas porque a minha resposta glicêmica é melhor com essas substâncias. Ninguém é igual, então o interessante é você ir se conhecendo e vendo o que funciona e o que não funciona com o seu organismo. Se você tiver outras opções de adoçantes, por favor, compartilhe nos comentários 😀

Dito isso, vamos ao bolo 🙂 Essa receita rende um bolo grande. Ela não é uma receita de baixo carboidrato, como muitas das que vocês estão acostumados a ver por aqui, mas é uma receita rica em vitaminas e sem glúten ou lactose.

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Bolo de Batata Doce Cremoso com Coco

Ingredientes:

4 ovos grandes ou 5 pequenos

750g de batata doce cozida e descascada, cortada em pequenos pedaços (aproximadamente 2 batatas doces médias)

4 colheres de sopa de manteiga

150g de coco ralado não adoçado

1/2 xícara de adoçante culinário

1/2 xícara de polvilho doce (goma de tapioca seca)

1/2 xícara de farinha de linhaça dourada

1/4 de xícara de farinha de castanha de caju

1 colher de sopa de psillyum (ou farinha de chia)

1 colher de sopa de fermento em pó

1 pitada de sal

 

Modo de Fazer:

1. Ligue o forno e pré-aqueça em forno médio.

2.Unte uma forma retangular com manteiga ou forre com papel manteiga.

3. Numa tigela grande junte: o polvilho doce, a farinha de linhaça, a farinha de caju, o psyllium, o fermento e o sal. Misture tudo e reserve.

4. No processador ou no liquidificador, adicione os ovos e bata bem, por uns 3 minutos.

5. Acrescente o adoçante, a manteiga e o coco ralado. Bata bem até que vire um creme.

6. Com o processador ou liquidificador ligado, vá colocando os pedaços de batata doce.

7. Quando toda a batata tiver sido acrescentada, bata por mais uns 3 minutos, até formar uma massa homogênea.

8. Desligue o processador e vá despejando esse creme na tigela com os ingredientes secos que você reservou.

9. Vá mexendo com uma colher ou uma espátula até que tudo esteja homogeneamente integrado na tigela.

10. Despeje a massa na forma, espalhe bem e leve ao forno por aproximadamente 1h.

11. Parta em quadradinho e coma feliz 🙂

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Dicas Pra Lamber os Dedos

1. Se você não tiver polvilho doce, pode usar farinha de arroz ou mesmo farinha de aveia. Cuidado só com a aveia, pois a que usamos aqui no Brasil tem glúten, na maioria das vezes. Leia o rótulo para ter certeza, caso alguém que tenha intolerância ou sensibilidade ao glúten vá comer do bolo. Se usar uma dessas farinhas, a massa vai ficar menos cremosa, mas fica tão gostosa quanto.

2. Se você preferir, pode usar 4 colheres de óleo de coco ao invés da manteiga.

3. A batata doce que usamos é da variedade avermelhada, com a polpa amarela. Daí a cor do bolo ter ficado nesse laranja bonito. Ela tem a mesma textura das batata doce de casca roxa e polpa acinzentada que costumamos comer aqui no Brasil. Se você só tem da batata de casca roxa, pode usar, que funciona do mesmo jeito.

4. Se você quiser, pode misturar a massa na batedeira. Para isso, amasse as batatas com um garfo, pra que elas se integrem na massa quando colocadas na batedeira.

5. Se você não tiver nem psyllium nem chia, pode acrescentar mais duas colheres de polvilho na massa.

6. Você pode substituir o adoçante pela mesma medida de açúcar ou mesmo colocar mel. Com o mel, o jeito é ir acrescentando e provando o ponto. Umas duas ou 3 colheres de sopa devem bastar.

7. Se não tiver farinha de castanha de caju, você pode acrescentar a mesma medida de linhaça.

8. Esse bolo fica muito bom com um cafézinho no lanche 😀

9. Essa massa fica crocante por fora e cremosa por dentro :B

10. Se você tiver outras opções de adoçantes, por favor, compartilhe nos comentários 😀

11. Se fizer o bolo, posta e me marca com #pralamberosdedos ou #jorjafit 😀

Espaguete de abobrinha e uma semana de imprevisões

Tem coisas que acontecem na nossa vida e a gente não tem como prever. Ficamos o tempo todo empenhados nessa correria que é a vida moderna. A gente faz mil planos e está sempre ligado no 220v, já reparou? Mas tem vezes que acontecem coisas que nos forçam a desacelerar e até mesmo a repensar nossas rotinas, como estamos lidando com nossas vidas, nossos corpos, nosso tempo e, principalmente, nosso sentido de urgência.

Essa semana definitivamente foi uma semana imprevisível. No domingo passado, fui dormir feliz da vida com tudo planejado para a semana que se iniciava: muito trabalho a fazer, escrever a tese, dieta de volta nos eixos, academia seis vezes na semana, ver amigas no sábado, fazer a feira de verduras e vegetais, ver os seriados que estavam pendentes. Parecia tudo perfeitamente orquestrado, exceto por um detalhe: acordei me vendo de dor. A princípio o que parecia ser só uma cólica abdominal se tornou numa hérnia e encerrei a semana fazendo uma cirurgia para ajeitar tudo.

Durante essa semana agitada, coisas simples como tomar um iogurte ou comer uma maçã tinham se tornado impossíveis. É nessas horas que a gente pensa o quanto não valoriza as coisas mais cotidianas da vida. Enquanto estava internada no hospital, tudo que eu pensava era em quando poderia vir pra casa, tomar aquele banho de cabeça e fazer uma refeição que não fosse intravenosa. Eu sei que toda essa conversa parece bem clichê, e é!, mas é justamente por ser clichê, trivial, que a gente costuma desprezar as pequenas rotinas, os pequenos prazeres.

Fui autorizada pelo cirurgião a voltar a comer normalmente a partir de hoje. E que alegria uma coisa tão simples como um prato de ~espaguete~ de abobrinha e molho bolonhesa podem trazer à alma do ser humano que vos fala. Esse é daqueles pratos que normalmente eu nem posto, de tão simples que são.

Hoje, no entanto, quis fazer diferente, quis valorizar a simplicidade e leveza da receita, que combina com esse momento em que me encontro. Repensando algumas prioridades que tenho estabelecido no meu cotidiano, desacelerando o ritmo que vinha meio louco desde a aprovação no concurso, a mudança de volta para Fortaleza no mês passado, começar a trabalhar e reorganizar a vida.

Como estou ainda sem poder cozinhar, mamãe quem foi a chefe da vez. Ajudei a preparar o espaguete de abobrinha, coisa que não tem muito mistério. Com esse thunder-power-mega-blaster-pro descascador de legumes ninja vendido em qualquer lojinha de utensílios domésticos ou camelôs, você rapidinho transforma a abobrinha em tirinhas de ~espaguete~. Depois é fazer o molho e aproveitar 🙂

Espaguete de Abobrinha com molho Bolonhesa

Ingredientes

1 abobrinha média

1 cebola roxa

2 dentes de alho

200g de carne moída

1/2 xícara de extrato de tomate

2 colheres de azeitonas verdes picadas

1 colher de mostarda dijon

2 colheres de manteiga

2 colheres de azeite de oliva

Queijo parmesão ralado

Ervas finas

Sal e pimenta a gosto

 

Modo de Fazer

1. Lave a abobrinha, enxugue e rale em tirinhas finas.

2. Coloque a abobrinha ralada numa peneira, polvilhe umas pitadinhas de sal e reserve. Isso fará com que a abobrinha solte seu suco e fique mais sequinha, não soltando água no molho.

3. Tempere a carne moída com 1 dente de alho, ervas finas, sal e pimenta.

4. Cozinhe a carne moída e reserve, juntamente com o caldo.

5. Pique a cebola e o alho em cubinhos.

6. Numa panela coloque a manteiga e a cebola e refogue em fogo médio.

7. Quanto a cebola estiver mais branquinha, acrescente o alho.

8. Acrescente a carne moída com um pouco do caldo e misture bem.

9. Despeje na panela o extrato de tomate e misture bem.

10. Coloque a mostarda e as azeitonas.

11. Acrescente sal e pimenta a seu gosto.

12. Numa outra panela, coloque o azeite de oliva e salteie rapidamente as abobrinhas.

13. Monte o prato e polvilhe queijo ralado 🙂

 

Dicas Pra Lamber os Dedos

1. Você pode substituir a abobrinha por cenoura ou qualquer vegetal de textura firme que desejar.

2. Eu uso cebolas roxas porque as considero mais saborosas, mas funciona com as cebola que você tiver.

3. Você pode acrescentar outros temperos que deseje à carne. Fica ao seu gosto e a critério do que você tiver em casa.

4. Usamos extrato de tomate porque era mais prático, mas se você quiser fazer seu próprio molho pode ficar à vontade.

5. É importante só colocar o alho depois que a cebola já estiver soltando água e fritando no refogado, se colocar os dois juntos, o alho acaba queimando e deixando um amargor no sabor.

6. Esse molho pode ainda levar cenouras raladas e calabresas ou bacon, o que o tornaria um autêntico molho bolonhesa. Se quiser fazer assim. Refogue as cenouras raladas e cubinhos de bacon ou calabresa juntamente com a cebola, antes de acrescentar o alho. Deixe que fritem bem e só então acrescente o alho.

7. Usamos parmesão fresco ralado, mas se você só tiver do de pacotinho, pode ir fundo.

8. Esse molho funciona bem com frango em pedacinhos ao invés de carne moída. Quando faço com frango, coloco uma colher ou duas de requeijão cremoso para reduzir a acidez e deixar a consistência mais firme, porque prefiro molhos mais cremosinhos.

9. Esse é um prato com baixo teor de carboidratos, então dá pra comer e repetir sem culpa 🙂

10. A medida dessa receita serve muito bem duas pessoas.

11. Se você quiser outras ideias de pratos com abobrinhas, é só ir neste post

12. Bom apetite 😀

Bolinho Ligeiro de Chocolate

Na minha família, todo mundo ama bolo. Seja bolo fofo, bolo mole, bolo cremoso, bolo de rolo… Bem, vocês entenderam. Vez por outra minha irmã me liga pedindo preu fazer um bolo pra ela, como é o caso do bolo de pêra que ela ama. Quando não, é minha mãe quem chega pedindo por uma doçurinha para tomar com café no fim da tarde.

Esse foi o caso desse bolinho de hoje: mamãe tava com desejo de bolo de chocolate para comer no lanche dela. Pensei num jeito de agradar minha mãe e ainda resultar numa receita amiga de cintura et voilà! Saiu esse bolinho super rápido de fazer.

 

Bolinho Ligeiro de Chocolate

Ingredientes

3 ovos

3 colheres de sopa de cacau em pó

2 colheres de farinha de castanha de caju

2 colheres de farinha de linhaça dourada

1 colher de manteiga

2 colheres de adoçante

1 colher de chá de fermento

 

Modo de fazer

1. Pré-aqueça o forno.

2. Bata os ovos bem batidos, até que dupliquem de tamanho. Usei o processador, mas pode usar batedeira.

3. Misture os demais ingredientes, menos o fermento.

4. Bata bem batido.

5. Acrescente o fermento.

6. Bata bem.

7. Despeje numa forma untada com manteiga ou numa de silicone.

8. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até estar firme ao toque.

 

Dicas pra Lamber os Dedos

1. Essa receita pode ser consumida por quem faz dietas com restrição de glúten.

2. Ela também é baixa em quantidade total de carboidratos por porção.

3. Se você tiver problemas com manteiga, pode substituir por óleo de coco ou azeite.

4. Se quiser, pode substituir uma das colheradas de farinha de castanha de caju por psyllium. Ele aumenta o teor de fibras da receita e ainda deixa o bolinho mais fofinho.

5. Como não leva leite, essa receita é lacfree 🙂

6. Se quiser usar achocolatado, veja a necessidade de adoçante, já que o achocolatado já vem adoçado e contém leite na composição.

7. Se quiser, pode acrescentar 1 colher de chá de essência de baunilha na massa. Isso vai dar um perfume delicioso.

8. Pode acrescentar também canela em pó =)

9. Quando fizer o bolo, posta a foto no instagram e me marca com a tag #pralamberosdedos 🙂

10. Se quiser, me segue no instagram que sempre rola uma diquinha ou receitinha rápida por lá: @jorjacruz

Risoto de couve-flor e frango

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Por esses dias tem começado a chover por aqui em Recife. Tem chovido o dia inteiro e o resultado é que à noite a temperatura tem dado uma caída. Nada muito drástico porque, afinal, ainda estamos em Recife e talz, mas já alivia bastante o calorão que andava fazendo nos últimos tempos. Ontem, particularmente, eu estava com frio, principalmente porque na volta da academia peguei uma chuvinha fina insistente no caminho.

Cheguei em casa querendo banho quente (que não rolou) e uma comidinha com jeito de casa de mãe. Sabe como é? Aquela comidinha que te conforta e que te faz ir pra debaixo das cobertas mais cedo. Eis que me veio a ideia desse risotinho de couve-flor e frango desfiado. Não usei arroz porque estou reduzindo o consumo de carboidratos da dieta, então o couve-flor entra aqui como um trunfo. Sabor e baixo carboidrato em um só vegetal 🙂

Receitinha simples, fácil e que não precisa ser só de frango. Você pode juntar o que tiver em casa e caprichar. Vale inclusive usar como acompanhamento para algum outro prato. Essa medida da receita serve bem para duas porções. Então dá para dividir com alguém ou mesmo já deixar tudo prontinho para o almoço do dia seguinte 🙂

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Risoto de Couve-flor e Frango Ingredientes:

1/2 pé de couve-flor cru

200g de frango cozido desfiado

2 ovos

1 dente de alho

1/2 cebola picada

1/2 cenoura cozida cortada em cubinhos

3 colheres de requeijão

2 fatias de queijo muçarela picado

1 colher de azeitas picadas

1 colher de molho de tomate

Água

Azeite de oliva

Sal

Pimenta cayena

Modo de Fazer:

1. Lave bem a couve-flor e corte os talos. Separando os caules mais grossos das “arvorezinhas”. Se você tiver um processador de alimentos, processe a couve-flor na faca, para que fique com o aspecto de arroz. Caso não tenha, pode ir cortando bem miudinho na faca. Reserve a couve-flor picadinha.

2. Pique o alho e numa panela junte a couve-flor picada e o alho. Coloque um pouquinho de água suficiente apenas para cobrir a mistura. Deixe em fogo médio até que a água seque.

3. Pique a cebola e, em uma frigideira grande, refogue a cebola no azeite. Quebre o ovo junto da cebola e misture bem até que o ovo esteja com pedaços pequenininhos. Se quiser, já pode acrescentar uma pitadinha de sal no ovo.

4. Acrescente o frango desfiado e refogue com o ovo e a cebola.

5. Acrescente a couve-flor à mistura da frigideira e mexa bem para que todos os ingredientes se combinem completamente.

6. Acrescente as azeitonas e misture bem.

7. Prove e adicione sal e pimenta a seu gosto.

8. Acrescente o queijo muçarela, mexa bem para que ele vá derretendo.

9. Adicione o requeijão, misture tudo para que fique bem cremoso.

10. Depois é só servir enfeitadinho com manjericão fresco 🙂

 

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Dicas Pra Lamber os Dedos

1) Se você quiser pode substituir o frango por outra carne desfiadinha.

2) Com paleta suína desfiada deve ficar divino.

3) O queijo muçarela pode ser substituído pelo parmesão ou pelo gouda. Fique só atento ao sal.

4) Inclusive, por isso que é recomendável acertar o sal somente ao final, já que estamos lidando com alimentos que já possuem um teor de sal anterior ao da receita, ok?

5) Se você quiser, pode substituir o requeijão por creme de leite ou cream cheese. Se você tiver uma boa maionese feita em casa, ou mesmo dessas industrializadas mas que sejam sem ingredientes ruins nem gorduras vegetais do mal, pode usar dela também.

6) Se você quiser, pode polvilhar um pouquinho de queijo ralado por cima do prato ainda quentinho 🙂

Cupcake de cacau e aveia

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Se tem uma coisa que me acalma é cozinhar. Naquele momento é como se tudo fizesse sentido. Comecei a utilizar a cozinba como válvula de escape para momentos em que a vida parece não estar fácil.

Semana passada, em meio a todas as correrias de trabalho e tese, resolvi dar uma pausinha para relaxar. E nessas horas, nada melhor que um bolinho. Receitinha do tipo “vai com o que tem”. A ideia era usar linhaça ou farinha de coco, mas não tinha. Olhei pro lado e tinha farelo de aveia, então foi com aveia mesmo. A massa ficou bem aerada e fofinha 🙂

Cupcake de Cacau e Aveia
Ingredientes
3 ovos grandes (ou 4 pequenos)
3 colheres de adoçante culinário
2 colheres de farelo de aveia
2 colheres de farelo de trigo
1 colher de cacau em pó
2 colheres de manteiga
1 colher de fermento em pó

Modo de Fazer
1. Pré-aqueça o forno em forno médio.
2. No liquidificador, bata os ovos, o adoçante e a manteiga.
3. Adicione o cacau em pó, o farelo de trigo e o farelo de aveia. Bata bastante.
4. Acrescente o fermento e bata na função pulsar, apenas para agregar o fermento à massa.
5. Despeje em forminhas de cupcake e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até que estejam firmes ao toque.

Dicas Pra Lamber os Dedos
1. Essa massa rendeu 15 cupcakes em forminhas médias dessas de silicone.
2. Se você quiser, pode adoçar com mel. Basta ir provando e dosando a quantidade.
3. Não usei líquidos na receita para aproveitar a cremosidade de uma massa menos molhada.
4. Se quiser, pode substituir um dos farelos por linhaça. A massa ficará um pouco mais cremosa.
5. Se você quiser, pode trocar a manteiga por 3 colheres de azeite ou 2 colheres de óleo de coco.
6. Na hora que apagar o forno, deixe a porta levemente aberta, assim os bolinhos não murcharão com o choque brusco de temperatura.
7. Se você não tiver cacau, pode utilizar achocolatado ou chocolate em pó e reduzir a quantidade de adoçante na receita, já que esses preparados já vem adoçados.
8. Vocé pode fazer uma caldinha de cacau e creme de leite para jogar por cima. Vai ficar delicioso 🙂

Creme Prebiótico de Banana Verde e Morangos

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Ler sobre nutrição e alimentação se tornou um hobby para mim nos últimos dois anos, quando rolou o clique de que eu tinha que mudar de vida e meus hábitos alimentares. Nessa jornada de mudar hábitos e ser uma versão melhor e mais bem nutrida de mim mesma, uma palavra que sempre me ronda é equilíbrio. Mente, corpo e espírito harmonizados para garantir qualidade de vida. Lógico que eu estou longe de ser exemplo zen-budista do que quer que seja. Aliás, eu não estou nem perto disso. Só que não custa nada ir tentando melhorar 🙂

No nosso organismo, um dos pontos que mais denunciam essa falta de equilíbrio é a digestão. Pode reparar: você estressa, fica nervoso, fica tenso, ansioso… E tudo, digamos, trava! hahaha Been there, done that 🙂 Ok, tem gente que solta mais do que deveria, vamos ser justos com ambas as categorias hehe É tanto que o intestino é chamado de segundo cérebro! Além disso, o nome se refere ao tanto de terminações nervosas e interferências no bem-estar do organismo que estão associados ao correto funcionamento do processo digestivo como um todo. Existem estudos falando sobre as interferências no humor, na imunidade, na pele…

Pelas minhas leituras e buscas, um assunto sempre rondava: como melhorar a flora intestinal e regular tudo. E nem me venha dizer para tomar activea, porque nessa vida já li e testei de um tudo (sim, eu sou cobaia dum monte de coisas fruto das minhas leituras) e nada funcionava… Até que num dos blogs que eu leio sempre e que é escrito por um médico do Rio Grande do Sul, o Dr. José Souto, vi uma postagem falando sobre o amido resistente em alguns alimentos e seus benefícios para a vida de todos aqueles que tem dificuldades no trânsito intestinal.

Está tudo explicado nos posts do blog do Dr. Souto (procure por Amido Resistente), mas basicamente, o amido resistente é um tipo de amido presente em alguns alimentos e que faz bem para a flora intestinal da gente, que de tanto ser agredida por maus hábitos alimentares e resíduos tóxicos para de funcionar propriamente.  Dentre esses alimentos, um dos mais poderosos é a banana verde. Quando consumida crua, a banana verde tem enormes benefícios para a digestão e seu carboidrato não é absorvido pelo nosso organismo, ele vai pras lindas bactérias que moram no intestino 🙂

Importante ressaltar que, apesar de o consumo da banana verde em forma de biomassa (banana cozida) ser altamente difundido, para que ela mantenha as propriedades como amido resistente é preciso que ela esteja CRUA. Uma banana verde crua tem em média 30% de amido resistente, mas quando aquecida ela passa a ter 2% apenas. E os 28%, você me pergunta? Eles viram açúcar comum, amido comum devido à alta temperatura. Então, o melhor jeito de consumir a banana verde e ter todos os seus benefícios probióticos é comê-la gelada. O gosto dela pura é impraticável, mas quando colocada em vitaminas, ela nem gosto tem.

O destino de toda banana verde é amadurecer. Então o melhor negócio é descascar a banana, cortar em rodelinhas e congelar. Eu uso saquinhos de freezer. Ah, e a dose diária recomendada pelo Dr. Souto é de duas bananas verdes por dia. Recomendo, novamente, que, antes de fazer qualquer receita, você dê uma lida neste post.

E, graças ao meu amigo James, aprendi que alimentos que cultivam a flora intestinal são PREbióticos. Passei minha vida toda chamando de PRObióticos. James, que estuda biologia e já sofreu pra aprender as minúcias do assunto explica: só são alimentos probióticos aqueles que contém microorganismo, tipo os lactobacilos presentes no yakult. Os que tem como função estimular a flora intestinal, mas que não contém os microorganismos, são prebióticos. 🙂

Agora, vamos à receitinha. Quando comecei a usar as bananas verdes, só fazia vitamina. Era prático, era rápido, era gostoso. Chegando na casa da minha mãe e envolvendo-a na minha rotina alimentar, comecei a inventar outras formas de consumir meu “remédio”. Foi assim que saiu esse creme probiótico de banana verde e morangos. Ah, e antes que você me pergunte: nem de longe parece banana 🙂

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Creme Prebiótico de Banana Verde e Morangos

Ingredientes:

2 bananas verdes congeladas em rodelas

4 morangos congelados

Adoçante a gosto

Modo de Preparo:

1. No processador, coloque os morangos e as bananas.

2. Comece a processar até que fique bem cremoso.

3. Adoce a gosto.

4. Sirva bem gelado 🙂

Dicas Pra Lamber os Dedos:

1. Juro que fica sem gosto algum de banana verde. Não amarra a boca nem nada, eu “agarantio” 🙂

2. Quem quiser a receita mais gordinha, pode substituir os morangos por uma colherada generosa de manteiga de amendoim.

3. Deve ficar bom também com cacau ou achocolatado. Tem só que ver seu paladar para o doce.

4. Rende bastante esse creme. Então você pode colocar no congelador e ir consumindo ao longo do dia. Eu e mamãe consumimos como sobremesa.

5. Achei a consistência quase de sorvete. Incrível mesmo!

6. Por cima, eu piquei 2 castanhas de caju e joguei. Assim, deu um gostinho ainda mais especial.

7. Acho que deve ficar bom também com goiaba e tâmara 🙂