Espaguete de abobrinha e uma semana de imprevisões

Tem coisas que acontecem na nossa vida e a gente não tem como prever. Ficamos o tempo todo empenhados nessa correria que é a vida moderna. A gente faz mil planos e está sempre ligado no 220v, já reparou? Mas tem vezes que acontecem coisas que nos forçam a desacelerar e até mesmo a repensar nossas rotinas, como estamos lidando com nossas vidas, nossos corpos, nosso tempo e, principalmente, nosso sentido de urgência.

Essa semana definitivamente foi uma semana imprevisível. No domingo passado, fui dormir feliz da vida com tudo planejado para a semana que se iniciava: muito trabalho a fazer, escrever a tese, dieta de volta nos eixos, academia seis vezes na semana, ver amigas no sábado, fazer a feira de verduras e vegetais, ver os seriados que estavam pendentes. Parecia tudo perfeitamente orquestrado, exceto por um detalhe: acordei me vendo de dor. A princípio o que parecia ser só uma cólica abdominal se tornou numa hérnia e encerrei a semana fazendo uma cirurgia para ajeitar tudo.

Durante essa semana agitada, coisas simples como tomar um iogurte ou comer uma maçã tinham se tornado impossíveis. É nessas horas que a gente pensa o quanto não valoriza as coisas mais cotidianas da vida. Enquanto estava internada no hospital, tudo que eu pensava era em quando poderia vir pra casa, tomar aquele banho de cabeça e fazer uma refeição que não fosse intravenosa. Eu sei que toda essa conversa parece bem clichê, e é!, mas é justamente por ser clichê, trivial, que a gente costuma desprezar as pequenas rotinas, os pequenos prazeres.

Fui autorizada pelo cirurgião a voltar a comer normalmente a partir de hoje. E que alegria uma coisa tão simples como um prato de ~espaguete~ de abobrinha e molho bolonhesa podem trazer à alma do ser humano que vos fala. Esse é daqueles pratos que normalmente eu nem posto, de tão simples que são.

Hoje, no entanto, quis fazer diferente, quis valorizar a simplicidade e leveza da receita, que combina com esse momento em que me encontro. Repensando algumas prioridades que tenho estabelecido no meu cotidiano, desacelerando o ritmo que vinha meio louco desde a aprovação no concurso, a mudança de volta para Fortaleza no mês passado, começar a trabalhar e reorganizar a vida.

Como estou ainda sem poder cozinhar, mamãe quem foi a chefe da vez. Ajudei a preparar o espaguete de abobrinha, coisa que não tem muito mistério. Com esse thunder-power-mega-blaster-pro descascador de legumes ninja vendido em qualquer lojinha de utensílios domésticos ou camelôs, você rapidinho transforma a abobrinha em tirinhas de ~espaguete~. Depois é fazer o molho e aproveitar 🙂

Espaguete de Abobrinha com molho Bolonhesa

Ingredientes

1 abobrinha média

1 cebola roxa

2 dentes de alho

200g de carne moída

1/2 xícara de extrato de tomate

2 colheres de azeitonas verdes picadas

1 colher de mostarda dijon

2 colheres de manteiga

2 colheres de azeite de oliva

Queijo parmesão ralado

Ervas finas

Sal e pimenta a gosto

 

Modo de Fazer

1. Lave a abobrinha, enxugue e rale em tirinhas finas.

2. Coloque a abobrinha ralada numa peneira, polvilhe umas pitadinhas de sal e reserve. Isso fará com que a abobrinha solte seu suco e fique mais sequinha, não soltando água no molho.

3. Tempere a carne moída com 1 dente de alho, ervas finas, sal e pimenta.

4. Cozinhe a carne moída e reserve, juntamente com o caldo.

5. Pique a cebola e o alho em cubinhos.

6. Numa panela coloque a manteiga e a cebola e refogue em fogo médio.

7. Quanto a cebola estiver mais branquinha, acrescente o alho.

8. Acrescente a carne moída com um pouco do caldo e misture bem.

9. Despeje na panela o extrato de tomate e misture bem.

10. Coloque a mostarda e as azeitonas.

11. Acrescente sal e pimenta a seu gosto.

12. Numa outra panela, coloque o azeite de oliva e salteie rapidamente as abobrinhas.

13. Monte o prato e polvilhe queijo ralado 🙂

 

Dicas Pra Lamber os Dedos

1. Você pode substituir a abobrinha por cenoura ou qualquer vegetal de textura firme que desejar.

2. Eu uso cebolas roxas porque as considero mais saborosas, mas funciona com as cebola que você tiver.

3. Você pode acrescentar outros temperos que deseje à carne. Fica ao seu gosto e a critério do que você tiver em casa.

4. Usamos extrato de tomate porque era mais prático, mas se você quiser fazer seu próprio molho pode ficar à vontade.

5. É importante só colocar o alho depois que a cebola já estiver soltando água e fritando no refogado, se colocar os dois juntos, o alho acaba queimando e deixando um amargor no sabor.

6. Esse molho pode ainda levar cenouras raladas e calabresas ou bacon, o que o tornaria um autêntico molho bolonhesa. Se quiser fazer assim. Refogue as cenouras raladas e cubinhos de bacon ou calabresa juntamente com a cebola, antes de acrescentar o alho. Deixe que fritem bem e só então acrescente o alho.

7. Usamos parmesão fresco ralado, mas se você só tiver do de pacotinho, pode ir fundo.

8. Esse molho funciona bem com frango em pedacinhos ao invés de carne moída. Quando faço com frango, coloco uma colher ou duas de requeijão cremoso para reduzir a acidez e deixar a consistência mais firme, porque prefiro molhos mais cremosinhos.

9. Esse é um prato com baixo teor de carboidratos, então dá pra comer e repetir sem culpa 🙂

10. A medida dessa receita serve muito bem duas pessoas.

11. Se você quiser outras ideias de pratos com abobrinhas, é só ir neste post

12. Bom apetite 😀

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Bolinho Ligeiro de Chocolate

Na minha família, todo mundo ama bolo. Seja bolo fofo, bolo mole, bolo cremoso, bolo de rolo… Bem, vocês entenderam. Vez por outra minha irmã me liga pedindo preu fazer um bolo pra ela, como é o caso do bolo de pêra que ela ama. Quando não, é minha mãe quem chega pedindo por uma doçurinha para tomar com café no fim da tarde.

Esse foi o caso desse bolinho de hoje: mamãe tava com desejo de bolo de chocolate para comer no lanche dela. Pensei num jeito de agradar minha mãe e ainda resultar numa receita amiga de cintura et voilà! Saiu esse bolinho super rápido de fazer.

 

Bolinho Ligeiro de Chocolate

Ingredientes

3 ovos

3 colheres de sopa de cacau em pó

2 colheres de farinha de castanha de caju

2 colheres de farinha de linhaça dourada

1 colher de manteiga

2 colheres de adoçante

1 colher de chá de fermento

 

Modo de fazer

1. Pré-aqueça o forno.

2. Bata os ovos bem batidos, até que dupliquem de tamanho. Usei o processador, mas pode usar batedeira.

3. Misture os demais ingredientes, menos o fermento.

4. Bata bem batido.

5. Acrescente o fermento.

6. Bata bem.

7. Despeje numa forma untada com manteiga ou numa de silicone.

8. Leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até estar firme ao toque.

 

Dicas pra Lamber os Dedos

1. Essa receita pode ser consumida por quem faz dietas com restrição de glúten.

2. Ela também é baixa em quantidade total de carboidratos por porção.

3. Se você tiver problemas com manteiga, pode substituir por óleo de coco ou azeite.

4. Se quiser, pode substituir uma das colheradas de farinha de castanha de caju por psyllium. Ele aumenta o teor de fibras da receita e ainda deixa o bolinho mais fofinho.

5. Como não leva leite, essa receita é lacfree 🙂

6. Se quiser usar achocolatado, veja a necessidade de adoçante, já que o achocolatado já vem adoçado e contém leite na composição.

7. Se quiser, pode acrescentar 1 colher de chá de essência de baunilha na massa. Isso vai dar um perfume delicioso.

8. Pode acrescentar também canela em pó =)

9. Quando fizer o bolo, posta a foto no instagram e me marca com a tag #pralamberosdedos 🙂

10. Se quiser, me segue no instagram que sempre rola uma diquinha ou receitinha rápida por lá: @jorjacruz

Creme Prebiótico de Banana Verde e Morangos

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Ler sobre nutrição e alimentação se tornou um hobby para mim nos últimos dois anos, quando rolou o clique de que eu tinha que mudar de vida e meus hábitos alimentares. Nessa jornada de mudar hábitos e ser uma versão melhor e mais bem nutrida de mim mesma, uma palavra que sempre me ronda é equilíbrio. Mente, corpo e espírito harmonizados para garantir qualidade de vida. Lógico que eu estou longe de ser exemplo zen-budista do que quer que seja. Aliás, eu não estou nem perto disso. Só que não custa nada ir tentando melhorar 🙂

No nosso organismo, um dos pontos que mais denunciam essa falta de equilíbrio é a digestão. Pode reparar: você estressa, fica nervoso, fica tenso, ansioso… E tudo, digamos, trava! hahaha Been there, done that 🙂 Ok, tem gente que solta mais do que deveria, vamos ser justos com ambas as categorias hehe É tanto que o intestino é chamado de segundo cérebro! Além disso, o nome se refere ao tanto de terminações nervosas e interferências no bem-estar do organismo que estão associados ao correto funcionamento do processo digestivo como um todo. Existem estudos falando sobre as interferências no humor, na imunidade, na pele…

Pelas minhas leituras e buscas, um assunto sempre rondava: como melhorar a flora intestinal e regular tudo. E nem me venha dizer para tomar activea, porque nessa vida já li e testei de um tudo (sim, eu sou cobaia dum monte de coisas fruto das minhas leituras) e nada funcionava… Até que num dos blogs que eu leio sempre e que é escrito por um médico do Rio Grande do Sul, o Dr. José Souto, vi uma postagem falando sobre o amido resistente em alguns alimentos e seus benefícios para a vida de todos aqueles que tem dificuldades no trânsito intestinal.

Está tudo explicado nos posts do blog do Dr. Souto (procure por Amido Resistente), mas basicamente, o amido resistente é um tipo de amido presente em alguns alimentos e que faz bem para a flora intestinal da gente, que de tanto ser agredida por maus hábitos alimentares e resíduos tóxicos para de funcionar propriamente.  Dentre esses alimentos, um dos mais poderosos é a banana verde. Quando consumida crua, a banana verde tem enormes benefícios para a digestão e seu carboidrato não é absorvido pelo nosso organismo, ele vai pras lindas bactérias que moram no intestino 🙂

Importante ressaltar que, apesar de o consumo da banana verde em forma de biomassa (banana cozida) ser altamente difundido, para que ela mantenha as propriedades como amido resistente é preciso que ela esteja CRUA. Uma banana verde crua tem em média 30% de amido resistente, mas quando aquecida ela passa a ter 2% apenas. E os 28%, você me pergunta? Eles viram açúcar comum, amido comum devido à alta temperatura. Então, o melhor jeito de consumir a banana verde e ter todos os seus benefícios probióticos é comê-la gelada. O gosto dela pura é impraticável, mas quando colocada em vitaminas, ela nem gosto tem.

O destino de toda banana verde é amadurecer. Então o melhor negócio é descascar a banana, cortar em rodelinhas e congelar. Eu uso saquinhos de freezer. Ah, e a dose diária recomendada pelo Dr. Souto é de duas bananas verdes por dia. Recomendo, novamente, que, antes de fazer qualquer receita, você dê uma lida neste post.

E, graças ao meu amigo James, aprendi que alimentos que cultivam a flora intestinal são PREbióticos. Passei minha vida toda chamando de PRObióticos. James, que estuda biologia e já sofreu pra aprender as minúcias do assunto explica: só são alimentos probióticos aqueles que contém microorganismo, tipo os lactobacilos presentes no yakult. Os que tem como função estimular a flora intestinal, mas que não contém os microorganismos, são prebióticos. 🙂

Agora, vamos à receitinha. Quando comecei a usar as bananas verdes, só fazia vitamina. Era prático, era rápido, era gostoso. Chegando na casa da minha mãe e envolvendo-a na minha rotina alimentar, comecei a inventar outras formas de consumir meu “remédio”. Foi assim que saiu esse creme probiótico de banana verde e morangos. Ah, e antes que você me pergunte: nem de longe parece banana 🙂

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Creme Prebiótico de Banana Verde e Morangos

Ingredientes:

2 bananas verdes congeladas em rodelas

4 morangos congelados

Adoçante a gosto

Modo de Preparo:

1. No processador, coloque os morangos e as bananas.

2. Comece a processar até que fique bem cremoso.

3. Adoce a gosto.

4. Sirva bem gelado 🙂

Dicas Pra Lamber os Dedos:

1. Juro que fica sem gosto algum de banana verde. Não amarra a boca nem nada, eu “agarantio” 🙂

2. Quem quiser a receita mais gordinha, pode substituir os morangos por uma colherada generosa de manteiga de amendoim.

3. Deve ficar bom também com cacau ou achocolatado. Tem só que ver seu paladar para o doce.

4. Rende bastante esse creme. Então você pode colocar no congelador e ir consumindo ao longo do dia. Eu e mamãe consumimos como sobremesa.

5. Achei a consistência quase de sorvete. Incrível mesmo!

6. Por cima, eu piquei 2 castanhas de caju e joguei. Assim, deu um gostinho ainda mais especial.

7. Acho que deve ficar bom também com goiaba e tâmara 🙂

Farofinha de Repolho

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Existe uma coisa que para mim foi muito difícil de abrir mão na dieta. Essa coisa foi a farofa! Oi, meu nome é Georgia e eu amo farofa! ♥ Daí, mesmo tendo todo um controle das porções, uma alimentação regradinha, sempre fica a vontade de comer farofa ali martelando no seu juízo, principalmente se você decide comer uma carninha mais sequinha. Nessas horas entra em ação o seu lado criativo e culinário. Panelas pra que te quero e vamos inventar uma receita.

O ponto principal: o que usar como farinha? Sim, porque se tem duas coisas com as quais a gente lida como desafio no mundo das criações das receitas mais magrinhas são o açúcar e as farinhas. Como deixar algo saudável, saboroso e visualmente apetitoso? Foi aí que um repolho raladinho dentro da geladeira me deu uma ideia 🙂 Eu já tinha feito farofa com farinha de linhaça, mas ficou com um amargorzinho no final que não me fez achar que ela era a mais perfeita. Ela era boa, mas ainda não me fazia esquecer que era linhaça. E eu queria pensar só que estava comendo farofa, não queria lembrar disso da linhaça ou de qualquer substituto.

A receita é boba de tão simples, mas fica uma delícia e não adiciona muitas calorias extras ao seu prato, já que é uma parte de salada, digamos assim. =) O segredo é picar tudo bem miudinho e ir temperando de acordo com o seu gosto. A receita está sugerida para uma pessoa, mas é só duplicar ou triplicar as quantidades para servir para mais gente. Espero que gostem 🙂

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Farofinha de Repolho

Ingredientes:

1 colher de manteiga

4 colheres de repolho ralado fino

2 colheres de cebola picada ou ralada

1 colher de azeitonas verdes picadas

Sal

Orégano

 

Modo de fazer:

1) Numa frigideira anti-aderente coloque a manteiga para derreter em fogo baixo.

2) Acrescente a cebola e uma pitadinha de sal. Refogue a cebola até que ela fique bem clarinha.

3) Coloque o repolho ralado na frigideira, refogue e vá mexendo até que fique tudo bem sequinho.

4) Adicione a azeitona picadinha e mexa bem.

5) Acerte o sal e polvilhe orégano. Mexa bem até o cheiro do orégano fique presente.

6) Apague o forno e sirva 🙂

 

Dicas Pra Lamber os Dedos:

1) Para ralar o repolho, você pode usar um ralador daqueles convencionais, no lado fino. Caso você tenha um processador de alimentos, use a faca para processar tudo beeeeem miúdinho! Quanto menor, mais aparência de farofa tem 🙂

2) O mesmo vale para a cebola. Mas se você não tiver paciência de ralar (ou começar a chorar feito uma doida, feito eu fiz), pode picar bem miudinha na faca mesmo, assim não tem problema.

3) Minha azeitona já vem fatiada, então eu usei do jeito que veio mesmo. Ah, e aproveitei um pouco da conserva no lugar do sal.

4)É importante que tudo fique bem sequinho, então refogue bem mesmo até que todo o líquido da cebola, do repolho e das azeitonas tenha sumido. Assim a farofa fica mais gostosa.

5) E antes que alguém me pergunte: não pode usar margarina, tá? Aliás, se você puder, jogue fora a margarina, que ela não traz nenhum benefício pra saúde.

6) Se quiser substituir a manteiga, uma boa alternativa é o óleo de coco ou a manteiga de garrafa, que o povo das modinhas gastronômicas anda chamando por aí de ghee.

7) Você pode ainda adicionar cenoura ralada pequenininha, que o sabor fica delicioso e a cor fica linda 😀

Ratatouille

Tem aquelas comidas que você vê nos filmes, nas séries ou mesmo nos programas de televisão e fica doido para fazer. Essa é a história de como eu realizei meu desejo de fazer ratatouille 🙂

Tenho uma mania de ver receitas nos filmes, nas séries e até mesmo em desenhos animados e querer fazer. Quando eu era criança aperreava minha mãe pela torta da Minnie. E ela me perguntava: mas, filhinha, que torta da Minnie? E eu respondia: aquela, mãe, que faz o Mickey voar na fumacinha! E lá ia minha mãe pra cozinha fazer algo que eu interpretasse como torta da Minnie, porque minha mãe é dessas que sempre tenta nossa satisfação dentro das possibilidades e criatividades possíveis ❤

Quando assisti Ratatouille no cinema, a minha vontade foi sair dali e ir comer aquele prato mágico. Porque devia realmente ser algo incrivelmente saboroso, já que havia modificado a vida de uma pessoa tão triste e solitária. Só que naquela época, ao dobrar a esquina na saída do cinema, o cheiro do fast food do palhaço falou mais alto e meu estômago se contentou com algumas batatas fritas. É, eu não me orgulho dessa época hahahah

O tempo passou, a vida mudou, meus hábitos alimentares também… e toda vida que eu comprava abobrinha, pensava no bendito ratatouille. Até que outro dia, naqueles momentos de pura inspiração e descida de um halo divino no meio da cozinha, veio a ideia. Eu tinha tudo em casa: abobrinha, tomate, berinjela, pimentão, alho e azeite de boa qualidade! Ahá! Daquele dia o ratatouille não me escapava! Comecei a cortar tudo em rodelas e imaginar a montagem do prato, porque eu queria que o meu saísse igualzinho ao do filme. Afinal, qual seria a graça de preparar a receita sem aquela apresentação das rodelinhas, não é mesmo, minha gente?!

Vocês vão ver já, já na receita que não tem segredo nenhum, é um prato simples e barato. O segredo está na harmonia de sabores e na mágica do azeite, que faz uma mescla dos sucos todos da abobrinha, do tomate, do alho… Aquelas coisas de descrever e começar já a salivar imaginando novamente. Dessas receitas de servir pra quem a gente gosta e de comer com aquela satisfação que só o cuidado com a sua própria comida lhe traz 🙂

Ratatouille

Ingredientes:

2 dentes de alho

1/2 pimentão verde

1/4 de pimentão amarelo

1/4 de pimentão vermelho

1 abobrinha

1 berinjela

1 tomate grande (ou 2 pequenos)

Azeite

Sal

Ervas à vontade

Modo de Fazer:

1) Lave bem todos os ingredientes e corte tudo em rodelinhas, menos o alho, que deve ser picadinho.

2) Numa frigideira, doure o alho e passe rapidamente os ingredientes pela frigideira. Só “assuste” eles para que fiquem com o saborzinho do alho.

3) Numa assadeira, vá intercalando as rodelas de berinjela, abobrinha, tomate, pimentões…

4) Polvilhe sal, ervas e coloque azeite generosamente por sobre os ingredientes.

5) Leve ao forno por cerca de 20 minutos. Você vai sentir o perfume das ervas e o azeite te chamando 🙂

Dicas Pra Lamber os Dedos:

1) Eu amei o resultado dessa receita. Comi com aquele gosto que só a felicidade dá 🙂

2) Ah, servi com filé de carne e purê de couve-flor (passo a receita no próximo post)

3) No que está na foto, não coloquei os pimentões porque era pra servir também para um amigo que não está podendo comer pimentão. Mas pode colocar na sua receita, que já fiz novamente com os pimentões e ficou melhor ainda.

4) Uma dica boa é fazer e levar à geladeira por um dia ou dois. O sabor do azeite se mistura aos sucos dos vegetais, intensificando ainda mais o paladar. Fica parecendo um antepasto daqueles restaurantes finos! Dá para fazer isso e servir de entradinha para os amigos em algum jantar na sua casa. Arrasar de chefe 🙂

5) Estou pensando em da próxima vez incluir rodelinhas finíssimas de cebola. Acho que junto do alho e das ervas, deve perfumar a receita.

6) As ervas que usei foram manjerona e tomilho secos.

7) Espero que vocês gostem da receita. Que tal mais receitas com essa temática de cinema? Que vocês acham?

Abraços,

Georgia

Lasanha sem massa :)

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Uma das minhas promessas de ano novo foi comer realmente direito, priorizar comida de verdade. Você que lê isso pode se espantar, afinal, todo esse blog foi criado para postar receitas saudáveis. Só que você também sabe que nem sempre a gente come certo.

Mesmo sabendo como comer e o que comer, as correrias da vida e as acomodações vão fazendo com que deixemos de lado a comida de verdade, feita em casa, com qualidade. Porque na vida corrida, ligar pro delivery de pizza quando se chega depois de uma maratona de 10h de trabalho + fila do supermercado + academia parece algo razoável. Mas só parece, porque quando você para e pensa na qualidade das coisas que está consumindo, vê que não vale a pena de jeito nenhum!

E com isso a gente chega naqueles velhos momentos sociais em que o delivery sempre nos acena. Tipo noite de domingo. Nessas horas a criatividade impera e a ideia era improvisar uns temakis de atum sem arroz (depois posto as dicas de como fazer), mas esquecemos de comprar o… atum! Aquela fome apertando e vem a ideia: ok, vamos fazer uns crepes.

Massinha do crepe batida, frigideira no fogo e um fio de azeite por vir, quando de repente vem aquela ideia de sair do trivial: não vamos comer só crepe, vamos comer lasanha!! E o jantar, que até então perigava nem acontecer direito, se transformou em algo bem gostoso e diferente.
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O que seria crepe, virou massa. O que seria recheio, virou camada. Um pouco de molho de tomate ali, um pouco de creme de leite aqui. E pronto! Um jantar delícia de domingo. Para acompanhar: salada de acelga, pepino e tomatinhos cereja temperada com molho de mostarda tipo dijon caseira e azeite 🙂 Como é janeiro, mas não estamos de férias, a gente improvisa uma excursão ao Rio, fazendo pic-nic na sala de casa com a canga do Cristo. E arremata brindando com um tiquinho de vinho seco, que eu não sou de beber, então dois dedinhos já chegam.
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Lasanha sem massa 😀 

(Receita para duas pessoas)

Ingredientes:

Para os crepres:

4 ovos

2 colheres de creme de leite

50g de queijo parmesão ralado

Par o molho:

1 xícara de Molho de tomate de sua preferência

1/2 cebola roxa picada

Talinhos de acelga (facultativo)

Pitadinha de pimenta do reino

Sal

Para o recheio:

4 fatias de presunto

2 fatias grossas de queijo coalho

2 colheres de creme de leite

2 colheres de sopa de azeitonas verdes picadas

Orégano seco

Manjericão seco

Modo de Fazer:

1) No liquidificador, bata todos os ingredientes da massa.

2) Numa frigideira anti-aderente, coloque um fio de azeite de oliva e despeje uma fina cama da massa.

3) Asse toda a massa em crepes. Reserve.

4) Numa panela junte o molho de tomate, a cebola picada, os talinhos de acelga, pimenta e sal. Se estiver muito espesso, acrescente um pouco de água.

5) Quando ferver, mexa um pouco e apague.

6) Pique o queijo coalho e o presunto em cubinhos.

7) Num refratário médio, faça uma fina camada de molho de tomate.

8) Faça uma camada de crepe, uma camada de molho, uma camada de presunto e queijo. Repita até acabar os ingredientes. O ideal é que você finalize com uma camada de molho.

9) Por último, salpique o creme de leite e espalhe as azeitonas, orégano e manjericão.

10) Se quiser, pode colocar mais parmesão ralado.

11) Leve ao forno até que borbulhe e os cheiro do orégano invada toda a cozinha 🙂

12) Sirva com salada e um bom vinho!
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Dicas Pra Lamber os Dedos:

1) Você pode substituir o creme de leite da massa por requeijão, se preferir ou por umas 3 colheres de sopa de leite.

2) Usei aquele molho zero tudo da Fugini, porque ainda tinha em casa e sou do partido desperdício zero. Mas se você preferir, pode fazer o molho de tomate em casa ou usar um que tenha costume e se encaixe no seu modo de se alimentar.

3) Se preferir, pode substituir o azeite de olivas por óleo de coco. Isso vai adicionar um sabor ótimo à receita, além do cheirinho perfeito.

4) O recheio que usei foi esse, mas você pode substituir por frango desfiado, soja, carne moída, peixe… fazer do jeito que preferir.

5) Usei queijo parmesão, mas você pode usar outro queijo amarelo de sua preferência na receita ou substituir por alguma farinha low carb, como farinha de coco ou linhaça. O sabor altera, mas fica bom também.

6) Quando for despejar as azeitonas, salpique só um pouquinho de nada da água da conserva, isso ajuda no sabor final do prato. Mas é só um tiquinho mesmo, tá?

7) Ah, de sobremesa, foi morango congelado com cream cheese 😀

Limão, gengibre e hortelã – detox :)

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Aqui em Fortaleza anda fazendo um calor incrível. Acho que tenho bebido facilmente uns 3 litros de água por dia. E reparem que eu sempre tenho que me lembrar de tomar água em Recife! Mas o calor intenso tem exigido uma atenção maior na hidratação.

O bom é que essa água toda ajuda a aliviar o calor e a limpar o organismo, principalmente depois de tantas bobagens comidas nesse período de festas. E para dar uma variada, tenho saborizado a água com limão ou feito um suco ótimo para desintoxicar o organismo e equilibrar o ph, além de dar uma melhorada no metabolismo.
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Não sou uma defensora de receitas detox, nem de dietas desses tipo, que prezam alimentação líquida e pastosa por um determinado período de tempo. Só que, se tem uma coisa na qual acredito, essa coisa é no poder do limão no organismo. Prometo um outro dia, com mais calma, fazer um post só sobre isso. Mas pra quem tiver interesse, basta pesquisar sobre os benefícios do limão para o organismo e os princípios da medicina chinesa, por exemplo.

Fora que suco de limão é bom a qualquer hora! Suco de baixa caloria, alto valor de vitamina C, além do seu podem alcalinizante, ou seja, equilibrando a acidez do organismo. Ah, e ele tem sido associado a tratamentos para problemas nas articulações. Tem como não amar?? ❤ A combinação com o gengibre e a hortelã melhoram ainda mais as qualidades do suco de limão. O gengibre é termogênico, colaborando com o bom funcionamento do metabolismo.  A hortelã tem vitaminas e estimula o trato digestivo, dentre outros benefícios. Além disso, esse suco bem geladinho fica uma delícia 😀
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Limão, gengibre e hortelã

Ingredientes:

1 limão tahiti

400 ml de água gelada

4 moedinhas de gengibre

10 folhinhas de hortelã sem o talo

Cubinhos de gelo

Modo de fazer:

1) Lave o limão e corte em 4 (como quem parte laranja) e retire a casca e as sementes.

2) Coloque o limão no liquidificador e acrescente a água.

3) Lave o gengibre, descasque e corte as “moedinhas”. Coloque as rodelas no liquidificador.

4) Por último, acrescente as folhas de hortelã, o gelo e bata bem o suco.

5) Quando tudo estiver bem triturado, é só servir.

7) Ah, se preferir, pode colocar um tiquinho de adoçante.

Dicas Pra Lamber os Dedos:

1) O tipo de limão pode ser o que você tiver em casa: tahiti, galego, siciliano… Usei o tahiti porque era o mais barato e bonito que tinha no mercantil quando fui fazer as compras. Mas com limão siciliano fica ainda mais gostoso 🙂

2) Como o suco é para desintoxicar um pouco o organismo, o legal é não tomar adoçado.

3) Eu bato o limão com gominhos e tudo, por causa das fibras. Se você preferir, pode espremer só o sumo do limão. Daí faz o restante do mesmo jeito. Fica tão bom quanto.

4) Não tem gengibre in natura, mas tem ele em pó? Serve! Coloca uma colherinha de sobremesa de gengibre em pó e bate. Fica tudo certo.

5) Não curte a hortelã? Então não coloca. Ela tem suas propriedades digestivas e deixa o gostinho refrescante, mas se você preferir sem ela, pode tirar.

6) Esse suco fica ótimo a qualquer hora do dia, inclusive de lanche 😉

7) Importante beber assim que ele for feito, pois se passar tempo demais preparado ele perde parte das suas propriedades, inclusive a vitamina C vai indo embora.

8) Quando não tiver tempo de preparar o suco, vale a boa água com o sumo do limão. Se você puder tomá-la em jejum, uns 10 ou 20 minutos antes do café da manhã, faz muito bem pro organismo 🙂

9) Uma variação possível para esse suco é usar abacaxi. Daí a medida de abacaxi para essa proporção são 4 rodelas médias (da espessura de um dedo) de abacaxi madurinho.  Fica delicioso!

10) Esse suco de limão, gengibre e hortelã é um suco de baixo açúcar, baixo carboidrato. Ou seja, super amigo da cintura 😀

Se tiver qualquer dúvida ou sugestão, já sabe, deixa nos comentários 🙂

Beijos!

Geo