Lista de Compras: dicas do que colocar no carrinho – parte 1

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Ok, você decidiu que vai comer melhor, ajustar sua alimentação, fazer melhores escolhas e até passar a levar marmita para o trabalho. Só tem um pequeno problema, agora que você come saudável, o que colocar no carrinho de compras? Essa é uma dúvida que muita gente tem, principalmente com tantos produtos que se auto-intitulam saudáveis ou naturais. O bom mesmo seria que nós pudéssemos comer tudo natural, comida de verdade sempre. No entanto, sendo bem realista, nem sempre isso é possível. Então, no esquema de que muitas vezes bom é melhor que ótimo, a gente aprende a driblar, na medida do possível, produtos que não são tão saudáveis assim e fazer melhores escolhas para o nosso carrinho. Outros posts dessa série vão vir e em breve vou disponibilizar uma listinha de compras pra ajudar quem está meio perdido por tantas prateleiras e opções no super.

Leia a tabela calórica e entenda o que ela significa

Fomos ensinados a olhar a tabela nutricional dos alimentos e checar a quantidade de calorias. Quase todo mundo hoje em dia lê a tabela calórica das coisas, mesmo sem saber interpretar a que se refere o valor calórico, a gente olha e costuma escolher aquela que tem menos calorias, certo? Só que nem sempre um alimento que tem menos calorias no geral vai ser o mais saudável, sabia? Isso porque é preciso saber de ONDE essas calorias vem. Foi-se o tempo em que a gente achava que uma caloria era apenas uma caloria, independente da fonte de onde ela fosse obtida.

Exemplo disso é um pote de requeijão. Tem muitas marcas que vão ter cerca de 80 calorias por porção de 2 colheres de sopa, mas uma vai ter um valor de carboidrato muito mais alto que a outra. A regra é ficar atento para a quantidade de carboidratos, proteínas e ver se aquele produto tem ou não gordura trans ou altos índices de gorduras saturadas.

No caso de laticínios, por exemplo, quanto mais proteína, melhor, e nem sempre as gorduras saturadas serão um problema, já que é um produto de origem animal. Já no caso de massas e biscoitos, você deve ficar atento à quantidade de carboidratos, açúcares e os percentuais de gordura presentes, por serem, em geral, de fontes vegetais ruins. E para todos os produtos é preciso ficar atento aos índices de sódio, que em alguns casos, como naqueles macarrões instantâneos tipo cup noodles ou miojo, chegam a ser obscenos de tão altos! Outro dia, na fila, eu e um amigo fomos ler o rótulo do cup noodles e pasme: num pote de cup noodles chega a ter 43% do sódio total de que uma pessoa precisa num dia! É absurdo, minha gente!

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Leia a lista de ingredientes

A outra dica é ler a lista de ingredientes dos produtos. Mas como entender o que procurar? Por lei, o primeiro ingrediente da lista deve ser o que está em maior quantidade naquele produto alimentício. Essa regra de proporção vale para todos os ingredientes listados. Eles são escritos do maior para o menor. O que significa que o último da lista é também o que está em menor quantidade na receita em relação de proporção com o primeiro.

E é surpreendente como com um pouco de prática de leitura de rótulo você começa a desvendar o que muitos anúncios omitem. Exemplo disso é a farsa dos pães integrais. Bem dizer 99% deles não são feitos só de farinha integral como se suporia que fossem. Em geral eles são feitos duma mistura de farinha de trigo branca enriquecida com ácido fólico e só um pouco de farinha de trigo integral. Aí se você só lê o rótulo, sem olhar os ingredientes, leva pra casa gato por lebre.

Outro exemplo da importância de ver os ingredientes é o leite em pó. Comecei a ficar mais atenta a ele porque na minha dieta tem muito leite (amo!) e, mesmo não sendo lá a opção mais saudável, como moro sozinha, é mais prático comprar leite em pó, já que o de caixinha estraga mais rápido do que a minha taxa de consumo, além do custo benefício da coisa.

Se você pensar que uma caixa de 1L de leite custa o mesmo que um pacote de 200g de leite em pó e um pacote chega a render umas 3 vezes mais que uma caixa, para quem precisa encaixar a alimentação digna num orçamento apertado, essa conta faz muita diferença. Só que comecei a achar os leites salgados, aí resolvi ler as letrinhas miúdas das embalagens e que surpresa! Muitos leites em pó chegavam a ter como maior ingrediente a lecitina de soja! Leite que é bom era o segundou ou terceiro ingrediente do pacote! Além disso, as taxas de sódio chegavam a proporções bem altas. Desde então, não coloco nada no carrinho sem antes ler os ingredientes. Muitas vezes chego a nem levar o produto.

No próximo post a gente conversa um pouco sobre a diferença entre light, diet e zero e o que compensa levar de cada um dos tipos. 🙂

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3 comentários sobre “Lista de Compras: dicas do que colocar no carrinho – parte 1

  1. “para quem precisa encaixar a alimentação digna num orçamento apertado, essa conta faz muita diferença”

    Ufa. Achei que nesse universo de blogueiros sobre vida saudável ninguém nunca ia levar isso em conta! Enfim algo voltado para quem bate ponto e tem renda mensal menor que o Eike Batista antes da falência 😀

  2. Pingback: 2014 e a resolução de comer direito | Pra lamber os dedos

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